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Seguros
Veja como uma seguradora de referência nunca perde o raciocínio por trás de uma decisão.
As decisões de subscrição e de sinistros atravessam anos e muitas mãos. O porquê não devia evaporar-se.
01 A Situação
Um negócio de julgamento, feito anos antes de ser posto à prova.
Uma seguradora precifica risco sob incerteza. Cada apólice subscrita e cada sinistro pago ou recusado é uma decisão tomada a partir de um conjunto específico de factos e de uma linha específica de raciocínio. Essas decisões não terminam quando são tomadas. São revisitadas na renovação, contestadas no sinistro, examinadas em auditoria, e herdadas por quem ficar com a conta a seguir. O raciocínio tem de continuar lá, anos depois, exatamente como estava.
02 Onde Falha
O registo sobrevive. O raciocínio não.
O raciocínio vive na cabeça de um subscritor, numa cadeia de e-mails, numa nota dentro de um sistema que ninguém volta a abrir. Na renovação, quem precificou o risco já saiu. No sinistro, o contexto por trás da decisão original tem de ser reconstruído a partir de fragmentos, se é que se consegue encontrar. Dois peritos leem a mesma apólice e chegam a conclusões diferentes, porque o fio que ligava as decisões nunca foi guardado. O quê está em arquivo. O porquê desapareceu.
03 Com a Timer
Cada decisão, ligada à anterior e à seguinte.
A Timer guarda a linhagem. Cada decisão é escrita em memória com os factos em que assentou, o raciocínio que a sustentou, e a sua ligação a todas as decisões anteriores e posteriores sobre a mesma apólice, o mesmo sinistro, o mesmo cliente. Quando um sinistro é examinado, a lógica de subscrição original está ali, ligada. Quando a IA apoia um perito, raciocina a partir do histórico real, não de um palpite. A conta pode mudar de mãos uma dúzia de vezes sem nunca perder o fio.
04 O Que Muda